quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Base para lançamentos de foguete de água.

Atendendo à solicitação do amigo Bolivar, quanto ao material utilizado na construção da base de lançamentos (02), vou postar algumas imagens e comentários a cerca da construção.

Inicialmente tive a preocupação de não usar materiais que pudessem se deteriorar facilmente com a água, basicamente é feita de alumínio. Acredito que todos os materiais utilizados poderão ser facilmente encontrados no comércio. Os materiais podem ser divididos em 3 grupos:

1 - Perfiz de alumínio. Aconselho encontrar um distribuidora de alumínio, pois todos os perfiz são bastante usados em montagens de box para banheiros e janelas.

2 - Conexões e mangueiras. Comércio especializado na venda compressores de ar e conexões para alta pressão.

3 - Parafusos, arruelas, brocas e etc. Loja ferragista.


Essas mangueiras de cor azul são bem práticas, finas (6 mm) e bastante resistentes, essa azul resiste à 200 PSI.


Todas essas conexões podem ser encontradas em lojas especializadas em compressores de ar, a grande vantagem é que o encaixe não requer abraçadeira, veda rosca ou chaves para aperto, basta encaixar, é muito prático para montar e desmontar.


O material acima é usado no encaixe corpo da base com as hastes que formam o tripé.



Para fazer a união dos perfis "U" na barra retangular usei um silicone próprio para colar alumínio, basta limpar bem e colar, fica munto resistente. O espaço interno entre os perfis deve ficar em trono de 1 cm.



Essa chapa de alumínio onde está encaixado o engate rápido é que deu mais trabalho, pois tive que leva-la num torno mecânico para abrir essa fenda no centro, o motivo de ser fenda e não simplesmente um furo é que previ a necessidade de reposicionar o engate rápido conforme o diâmetro da garrafa utilizada no foguete.  Para fixa-la verticalmente no corpo da base usei dois suportes de metal muito usado para fixar prateleira de vidro.


Fiz algumas modificações no engate rápido, de modo a conectá-lo à esse pedaço de mangueira amarela (1/2 ", 300 PSI). Na mangueira amarela conectei um "espigão macho", com rosca externa e uma luva, por fim a conexão para engate da mangueira azul.


As duas imagens a seguir são de uma chapa fixada bem na base (da base), os furo são para fixação no solo através de grampos.







A seguir fotos que mostram a fixação das hastes ao corpo da base. No corpo da base usei mais duas cantoneiras metálicas (3 x 3) cm, fixadas com rebites à 106 cm do solo.







Nesta última imagem mostro a peça que fixada no foguete para deslizar no trilho formado na base, encontrei por acaso, mas serviu perfeitamente, é de alumínio, muito leve, para facilitar o deslizamento passo um pouco de vaselina, (em pasta). A peça em questão é uma "canelinha" de máquina de costura, encontrada em loja especializada em manutenção dessas máquinas, quando encontrei resolveu um dos gargalos do projeto. Como ela tem discos laterais bem estreitos, colei um pedaço de alumínio de com uns 3 mm para distanciar o foguete do trilho. 

Acho que as imagens por si só, já esclarecerão muitas dúvidas que possam vir a surgir, de qualquer forma fico à disposição para qualquer esclarecimento, basta postar um comentário. 

terça-feira, janeiro 17, 2012

Altímetro para foguetes de água

Estou acompanhando o blog The Mr. Bura, do amigo Bolivar, e num dos seus posts, ele usou um altímetro muito interessante para determinar a altura máxima (apogeu) da trajetória num dos seus lançamentos. Quando vi fiquei muito interessado, pois é bem pequeno e leve, ideal para o nosso hobby. Fiz uma consulta ao amigo Bolivar, via comentário, e ele gentilmente me informou o link com toda descrição técnica e forma de aquisição, o endereço do site é http://www.apogeerockets.com/AltimeterOne.asp. O preço do altímetro é U$ 49,95.


segunda-feira, dezembro 26, 2011

Computador de Voo (geração 2)

Como estou em pleno processo de mudança, não tenho tido condições técnicas para colocar a "mão na massa", minhas ferramentas, minhas parafernálias estão todas encaixotadas. As únicas coisas que sobrarão são as ideias e o notebook, dessa forma hobby tem tenho vivido uma fase totalmente teórica.

No meu penúltimo post "Relé de Mercúrio", idealizei um relé de mercúrio modificado para corrigir o acionamento antecipado do servomotor que libera o paraquedas. Como estou meio que de férias, tenho tido tempo pra pensar em melhorias para os foguetes e seu componentes, logo resolvi também implantar duas outras novas funcionalidades ao computador de voo. Como já relatei, no último dia de lançamento (006) ficamos quase 1 hora pra localizar o foguete Saturno I, dessa desagradável experiência surgirão as duas idéias: A primeira é ter a condição de bloquear a ação do relé de mercúrio com um "jumper", dependendo exclusivamente do tempo programado para a liberação do paraquedas, com essa possibilidade posso estimar o tempo total de voo do foguete, através de um simulador de voo, e programar a abertura do paraquedas durante a descida do foguete (é arriscado). A segunda é a implantação de um "buzzer" que irá começar a emitir um "bip" intermitente, 10 minutos após a abertura do paraquedas, talvez ajude a localizar o foguete. Segue uma imagem gerada pelo software PROTEUS ARES. 

CV002
Onde:
1 - Relé de mercúrio modificado
2 - Jumper para tornar inoperante à ação do relé de mercúrio
3 - Conector para o "buzzer" 





domingo, dezembro 18, 2011

Mudando de endereço.

A título de satisfação, informo aos meus leitores que estou em pleno processo de mudança de residência, graças a Deus estou voltando a morar numa "casa". Assim que estiver devidamente instalado pretendo voltar a me dedicar aos foguetes, e postar com mais freqüência e conteúdo. Segue fotos do sótão da minha nova residência, pretendo transformá-lo num depósito e também numa mini oficina. 

Está meio bagunçado, mas logo estará mais organizado, assim espero.
É bem espaçoso.

Com já estamos bem próximos do Natal, fica aqui meu Feliz Natal, próspero 2012, e porque não "bons vôos a todos os amigos que acompanham o FogueteH2O.

sexta-feira, novembro 25, 2011

Relé de Mercúrio

Tenho usado um relé de mercúrio para dar início processo de liberação do paraquedas, tem funcionado muito bem, do ponto de vista da segurança. Mas como era previsto, o relé de mercúrio que não é um "fora da lei" (risos...), tem obedecido com rigor a 1ª Lei de Newton (ou Lei da Inércia), ou seja, quando o relé de mercúrio assim com todo o foguete deixa de estar sob a ação de uma força resultante agindo para cima, e passa a sofrer a ação de uma força resultante para baixo (resultado da ação conjunta das forças peso e de resistência do ar), a gota de mercúrio, por inércia, continua subindo a uma taxa de desaceleração menor que a do próprio foguete. Desta forma o contato elétrico entre os terminais do relé é "desfeito" e o processo é desencadeado, resultando numa liberação antecipada. Esse constatação pode ser verificada assistindo os vídeos onboard dos lançamentos 005 e 006, onde pode se notar que o paraquedas é liberado antes do foguete atingir a altura máxima da trajetória.

A primeira ideia para a solução deste "problema" foi de programar a um atraso de 1,5 segundos, ou seja retardar a liberação do paraquedas 1,5 segundos após o início do processo. Os 1,5 segundos é pura estimativa.

Mas hoje tive uma ideia que julgo ser mais interessante. Trata-se da construção de um relé de mercúrio mais adequado para o propósito. O relé a ser construído deverá ter um comprimento maior juntamente com terminais internos mais longos, isso deverá compensar o movimento inercial da gota de mercúrio impedindo dessa forma que o contato elétrico não seja desfeito. Com isso pretendo assegurar que  somente após o foguete se posicionar de "cabeça para baixo", ou seja, quando iniciar a descida, o processo de liberação seja dado início. Segue uma ilustração para ajudar o entendimento.


Para a construção pretendo usar terminais de resistores comuns, e um tubo de caneta tipo BIC, que possa ser modelado com calor, e é claro uma gota ou duas de mercúrio extraídas de relés originais.